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A LESBOFOBIA NO CONTEXTO UNIVERSITÁRIO

Tanto a lesbofobia quanto o apagamento lésbico são vivências que infelizmente se tornam a cada dia mais comuns no cotidiano de lésbicas, inclusive dentro da universidade, provocando constrangimentos e dificuldades de existência nesses espaços de forma saudável.


Ambos os fenômenos atravessam as vivências lésbicas dentro desse contexto das mais variadas formas, entretanto um deles se destaca: a universidade insiste em continuar desconsiderando as vivências subjetivas de grupos específicos, como é o caso de lésbicas, o que de certa forma caracteriza uma forte violência institucional, que insiste em afirmar a heterossexualidade como padrão e norma.


Dessa forma, aspectos relativos a lesbofobia e demais vivências lésbicas são apagados e desconsiderados dentro da universidade, e portanto, acabam sendo esquecidos. Esse contexto, se dá de variadas formas desde as mais sutis, silenciosas e simbólicas, como por exemplo por meio de falas, piadas, comentários e olhares. O que na maioria das vezes torna banalizadas essas situações e assim são naturalizadas dentro do contexto acadêmico. Mas também elas podem acontecer de forma brutal e agressiva, como por exemplo por meio de assédio e violência física.


É importante lembrar que lésbicas sofrem diariamente em todo e qualquer contexto de suas vidas violências significativas e que são geradoras de sofrimento psíquico. A universidade deveria ser um lugar seguro para essas pessoas, mas acaba sendo tão violenta quanto a sociedade, causando desconforto, receio e medo de serem consideradas inadequadas nesse meio, podendo ser desmerecidas e descreditadas em suas falas.


É muito entristecedor perceber que lésbicas estão inseridas nesse contexto de violência institucional, que muitas abordagens desconsideram a possibilidade de uma vivência que foge à norma heterossexual, que pessoas em nosso curso de Psicologia reforçam atitudes lesbofóbicas, que reprimem de forma brutal eventos destinados a essas pessoas. É angustiante saber que profissionais estão se formando sem sequer ter contato com vivências que fogem a esse padrão instituído socialmente. É difícil perceber que lésbicas ainda são menosprezadas e que ainda é preciso dizer que são pessoas, e pessoas merecem respeito e merecem ter seus direitos garantidos dentro e fora de uma universidade. É angustiante, desconfortável e inquietante ainda ter que dizer que uma universidade não deveria, de forma alguma, fortalecer esse contexto que não só violenta, mas também mata lésbicas todos os dias.


 
 
 

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